quinta-feira, Agosto 21, 2014

Lei da Cópia Privada, Agosto, 2014

Li, com preocupação, que um senhor deputado do CDS e o senhor Ministro da Economia (por sinal  membros do CDS - cada um apresentando os mais esparsos motivos) se encontram preocupados com a proposta de actualização  da Lei da Cópia Privada que o senhor Secretário de Estado da Cultura pretende fazer subir - naturalmente através da vontade do senhor Primeiro Ministro, Dr. Pedro Passos Coelho - ao Conselho de Ministros de hoje.
É preciso acentuar o facto de ser este um acto que já se encontra ferido de um atraso inexplicável. Mais vale tarde que nunca, não rezaria agora se tivesse menos siso. Agradeço o facto, presumindo  que a Lei seguirá em frente; porém, é preciso não esquecermos que nos encontramos perante uma obrigação para qualquer Governo.

Uma parte do eleitorado, os autores, aqueles que vivem das suas autorias como qualquer outro profissional noutra área mais ou menos badalada, e sei que eles não são uma parte substancial e até que pouco acrescentam aos números sonantes nos círculos eleitorais, desesperam por não verem cumpridas distribuições de valores que não são mais que uma nano-parte no negócio de tantas e tão relevantes áreas da nossa economia.

Se a criação, se a inovação, se a motivação para realizar obras dos mais variados géneros e feitios são factores essenciais, numa sociedade que se deseja equilibrada e imbuída de uma marca que não deixe dúvidas sobre a honestidade dos processos relativos à distribuição de riqueza, quais as dúvidas que assombram um deputado e um ministro?
Má consciência pelo percentual do IVA menos adequado ao comércio e ao turismo? Consternação pelos elevados lucros das grandes  marcas de 'hardware', que passam o tempo a apregoar os milhões que lhes entraram nas contas sem as devidas contrapartidas?

Meus caros: a Cópia Privada, a distribuição dos seus cêntimos (mais uma vez revistos) - por Lei -, é o mínimo a cumprir por parte de quem deve a quem é credor pois é a uma actualização que nos referimos hoje.
O cumprimento desta Lei assim como a sua actualização deve  ser assumido de facto para que a sociedade se mantenha de rosto lavado e unida.
Possivelmente, e entendo a situação actual como de excepção, existem mais matérias a exigir cumprimento por parte de quem assumiu o seu papel no Contrato Social, base que se encontra impregnada no ADN dos partidos democráticos; mas esta é a questão actual e é desta que faço parte, pois sou interessado e de forma directa na matéria em causa.

Já se viu, imaginem por exemplo, o dono de uma pastelaria ali na Rua dos Honestos encontrar-se de porta aberta, a horas e diariamente, anos a fio, e assistir sistematicamente ao insólito fenómeno dos seus clientes de sempre tomarem o café e comerem os seus produtos alimentares que se encontram à venda (os pães quentinhos, os cafés das manhãs e das tardes, os bolinhos e as tartes e os salgados fofos e estaladiços) SEM PAGAR?

terça-feira, Agosto 19, 2014

Portas da Europa

Imagens sempre maiores de quem diz querer dar o exemplo. Há formas de resolver o assunto. A violência gratuita e proveniente de países ditos desenvolvidos, sejam estes quem forem, é uma tristeza. A evolução continua a ser apenas um direito das carteiras mais obesas - segundo uma cultura dominante mas caduca. 

quarta-feira, Abril 30, 2014

O sistema capitalista a ruir?

Naturalmente que é uma notícia que já ultrapassa qualquer preocupação; encontra-se para além disso, é uma notícia alarve mas demonstrativa de insolvência mental, no mínimo. E quem somos nós para fazer julgamentos?
Porém, se um sistema produz 'sem-abrigos', o sinal é de menos.
Ou seja: um bom sistema social não produz fome, sem-abrigos, desespero e muitas outras coisas acabadas em 'ai'. Um bom sistema social - daí o contrato social que tantos anos demorou a penetrar as consciências dos políticos e da sociedade, 'sabe' que a sociedade pode não ser obrigatoriamente de empreendedores de cariz 'dawinista'. A diferença entre as pessoas é precisamente essa: todos somos diferentes. Daí, até, o facto da própria medicina se encontrar num estágio que procura acima de tudo que a sua actividade se concentre no indivíduo como organismo autónomo e diferente.
Bem, multar as pessoas que almejam fazer o papel do regulador - que deveria ser sempre o Estado, como corpo representativo da sociedade que paga impostos para ter acesso a segurança, saúde, educação e bem estar, é a demonstração da falência de um sistema - no caso o capitalista -, que continua a movimentar-se como se tivesse porventura ganho a 'guerra fria'.
A muitas surpresas iremos por certo ter acesso nos próximos tempos.

quarta-feira, Abril 23, 2014

MAI, um governo complicado e o desgoverno com a segurança

Este ministro é complicado. O governo é complicado. O país, que é anunciado como seguro, parece não ser seguro, ainda por cima se é a polícia que o demonstra através de uma posição muito complicada. Quem tem razão?

Mesmo a 'economia' do país - com as finanças, corações destas operações de austeridade a que vamos sobrevivendo - fica menos segura quando são os próprios garantes da segurança que publicitam tamanha anormalidade democrática.

Começa a ser tempo de pôr fim a este estado de coisas. A Europa é um cavalo cansado que se fartou de andar, num processo anormal e fora da perspectiva de quem lutou por ela, perseguindo um sonho de uma paz duradoura e com a solidariedade que não dá mostras de surgir.

Continuo a escrever um facto insofismável: não foi o povo que gastou o que falta para pagar as contas.
Onde estiverem os responsáveis estará a verdade (até agora ainda ninguém pediu desculpa ou deu sinal!) - porque é preciso transfigurar o actual processo europeu, que já tem a Rússia, do novo czar Putin, cavalgando as suas costas, aproveitando-se naturalmente da debilidade política de gente tão estouvada e leve na condução desta mesma Europa em final de contrato.

domingo, Abril 06, 2014

A Índia na verdade é ainda isto!

Não vale a pena branquear. Quando se fala em novas superpotências, estamos a falar de quê?
Os homens (?) indianos - não todos, claro está - estão abaixo de qualquer comentário, na base de qualquer escala, não existem desculpas. Direitos humanos? 

quinta-feira, Março 06, 2014

O fraco papel da Informação na manifestação

O papel é informar.

Mas o que se viu e ouviu foram repórteres 'histéricos' à espera de problemas de modo a que a sua carreira saia, quiçá, valorizada. A forma de descrever os factos, aos 'gritos', rematando frases que incluiam 'barril de pólvora', pedidos de declarações dizendo que 'não filmavam as caras', desde as mantas para incêndios até à expectativa 'babosa' de que os confrontos sejam facto, deixa o espectador de cabelos em pé, porque as imagens, por muito expectativa que levantem, diziam o contrário.

EXcelente actuação das Forças de Intervenção. Afinal: são todos parte do mesmo sector: forças de segurança pública e paga pelos portugueses.

Dizia uma repórter, ' o ambiente está inflamado, ao centro da escadaria'.  5 segundos depois, 'Nesta altura, o ambiente acalmou.' Uma voz, supostamente de um polícia diz agora, 'somos todos polícias, está tudo controlado', repete com voz definitivamente calma.

Histerismo numa reportagem destas é o pior serviço que se pode dar aos espectadores. Nem se viu ou ouviu nada disto nos acotecimentos que se mantêm na Ucrânia e que deixam a Europa e o mundo em suspenso. Tínhamos que ser  nós, em Portugal, a fazer da manifestação da polícia um incrível acontecimento mundial!

Uma pérola de reportagem: '(...) acabou de terminar a reunião com Conceição Esteves (...)'. Diz tudo!

terça-feira, Março 04, 2014

Estes políticos do século XXI estão loucos?

Ao ler o artigo no NYT é perceptível a ingenuidade que por aí pulula.

Os dados da CIA são apenas dados da CIA e são escritos, pelo tom, como se de uma notícia corrente se tratasse. Estes iluminados ainda não perceberam que Putin tem tudo na mão. As análises que se vão lendo por aí mostram-se completamente académicas e tratam o assunto Ucrânia como se estivéssemos no século XX, no início - e Putin actua precisamente dessa maneira, mas como bom xadrezista sabe que o ocidente encontra-se sem saber o que fazer. Medidas de carácter económico é oferecer a Ucrânia de bandeja.

A boa notícia é: hoje não pode haver 'guerra' clássica. Mas podem existir loucos e em cargos de enorme responsabilidade para o mundo onde vivemos.
E nenhuma das potências clássicas e poderosas pode ou deve pegar em armas. Putin pode ser: louco. Mas sabe que está a entalar a Europa e os EUA. O Irão  está de 'olho' no assunto e a Síria de cadeirinha enquanto vai liquidando o que estiver ao seu alcance, internamente.

Israel ainda não disse nada. Curioso. O que se está a passar?
E os americanos pensavam que isto não era possível: enganaram-se. Estes tipos são um problema enorme. Sochi foi o sinal para o arranque. Os europeus. mais uma vez, mostram-se ingénuos e gordos.
Vamos ver o que dá a vaidosa habilidade da alemã e os toques afectados da clientela ocidental.

domingo, Março 02, 2014

O ocidente, a Europa e os EUA foram muito longe

Hoje pode presumir-se que as expectativas que foram dadas ao povo ucraniano pelos vários responsáveis europeus e americanos nos últimos anos, sabendo que pressionavam Putin e nada mais, são esperanças vãs.
Quem se juntou de forma honesta aos movimentos políticos internos, na Maidan, à espera de uma intervenção militar do ocidente no caso de uma invasão russa encontra-se hoje desiludido. A Europa e os EUA vão castigar a Rússia através daquela coisa invisível chamada economia. Nada mais!
Fracasso!

sexta-feira, Fevereiro 28, 2014

Ucrânia: uma notícia 'fora da realidade'

O exemplo de uma notícia 'fora da realidade'.
Na CNN, no NYT, no Euronews, em todos estes órgãos noticiosos paira a dúvida, cidades chave da Crimeia e os seus aeroportos continuam a ser patrulhados por tropas 'sem distintivo', as manobras soviéticas mantêm-se cada vez mais dinâmicas, todos os comentadores e especialistas narram a situação como complexa - porque qualquer movimento mesmo sem cariz intencional pode aumentar o nervosismo - e o Expresso online escreve esta 'caixinha' descrevendo factos que não têm sentido nem lugar. Palavras para quê?

quinta-feira, Fevereiro 13, 2014

Líbano: e por que não 'callarse'?

É melhor que peçam inquéritos ao que se passa na vizinha Síria, onde o impensável acontece diariamente.
Parabéns à esquiadora. A beleza faz falta ao mundo actual e a hipocrisia 'não'!

quarta-feira, Fevereiro 12, 2014

Cuidado com o Director do Zoo de Copenhaga

Naturalmente que cientista não é, mas estúpido e atrevido, poderá até ser: assim o atestam as declarações que fez sobre o acto que mandou praticar.
Como é humano pensa que vive na Terra há mais tempo que os outros, portanto 'abata-se', mas mais do que isso. Ensinemos as crianças da Terra que nós é que mandamos nisto, e como os leões precisam de se alimentar, carga ao mar! Aprendam, ignorantes.
Os nórdicos também têm os seus 'almanaques'!